2/6/10
Estado Morbidamente Obeso
(e escravocrata)
Em mais uma “pérola” do pensamento quase lógico, ignorácio da silva defendeu uma carga tributária absurda, afirmando que um estado “forte” precisa arrecadar “mutcho”.
Isso associado à declaração da “celso pitta” dos petralhas, de que pretende aumentar o tempo de trabalho para a aposentadoria, para talvez 70 anos, e fica muito claro o projeto de futuro que essa gente tem para o país.
É claro que a arrecadação precisa ser gigantesca para o projeto de “pudê” dessa gente. Eles são utilitaristas ao extremo, e compram o apoio que precisam pelo valor que for necessário.
De certa forma, a petralhada aderiu ao sarneysismo, ou seja, comprar consciência no atacado, de quem se vendo por pouco.
Sintomático é o caso do Maranhão: os petralhas do diretório local do partido, que passaram 30 anos como ferrenha oposição ao clã sarney venderam seu apoio à candidata roseana sarney por valores entre 10 e 40 mil reais. Ou seja, a “convicção histórica” dessa gente custa entre 10 e 40 mil reais, do que se pode concluir que a grande “oposição” na verdade nunca passou de uma revolta contra o fato de não estarem “mamando” nas tetas do dinheiro público no estado.
Essa lição os petralhas já haviam aprendido há muito.
Ignorácio mede os outros por sua régua, então, como não tem moral e só quer o “pudê” e “enricar”, acha que todos os demais são iguais, e, assim, está disposto a pagar por seu apoio irrestrito.
Essa foi a grande lógica do mensalão, essa é a lógica de inchar o governo com milhares de sindicalistas e apaniguados da base aliada, e é a lógica da própria compara da base aliada.
Como a maioria dos políticos são exatamente tão amorais como o próprio ignorácio, a lógica funciona, e funciona muito bem.
Para tanto, inventam-se ministérios, secretarias, aparelham-se agências, polícia federal, institutos, qualquer lugar, vale tudo para acomodar “cumpanherus”.
Só que o preço continua subindo. Qualquer chantagista sempre pede mais, e aí a necessidade do estado “forte” nos moldes de ignorácio.
E nesse estado “forte”, não há lugar para gastos inúteis, como, por exemplo, a aposentadoria do trabalhador, então nada melhor que ampliar o tempo de contribuição para alguns anos depois da expectativa de vida do mesmo, assim não há a menor chance desse estado “forte” pagar as aposentadorias ridículas que costuma pagar hoje, pois já estarão mortos.
Como os sindicatos poderiam ser as vozes a se opor a essa transformação do trabalho em regime escravocrata com o estado como o grande senhor da terra e das almas o estado de ignorácio já cooptou suas lideranças, regou a máquina das centrais sindicais com muito dinheiro, de forma a garantir a permanência no “pudê” dos seus líderes atuais, uma garantia a mais para que nada se coloque diante de seu projeto de estado “forte”.
Ridículo, contudo, que essa patética criatura queira ensinar como se conduzem discussões diplomáticas para os países sérios.
O exemplo do sindicalismo, quando a fábrica chamava o sindicato e dizia “façam uma greve porque os estoques estão muito altos e precisamos limpar o pátio. Em troca damos uns carrinhos para vocês” não funciona como exemplo.
No mundo, ao contrário do que pensa ignorácio, há sim pessoas que têm convicção, pessoas cuja honra não se vende.
Daí que o exemplo de “negociadô” de ignorácio não serve para nada.
Oito anos após o grande engodo da campanha baseada no “tenho equipe”, o senhor “não sabia de nada” provou que “nuncaantesnahistóriadessepaís” o estado esteve tão morbidamente obeso, e tão caro.
O Brasil que queremos é um Brasil limpo, em favor dos valores que nos são caros e que estão acima desse utilitarismo rasteiro dos petralhas.
E o que entendemos como estado “forte” não é um estado obeso, com dinheiro suficiente para comprar a tudo e a todos que estejam dispostos a se vender.
Estado realmente forte é aquele que provê educação de qualidade a todos os seus jovens, que oferece atendimento médico de qualidade gratuito a toda a sua população, que tem um sistema de transporte eficiente e indutor de desenvolvimento, cujas agências reguladoras são eficientes e impedem abusos, obrigando as empresas a proverem os serviços como necessário.
E mais do que tudo, um estado forte tem um sistema judiciário eficiente, ágil, que pune a ricos e pobres com rapidez, que não serve apenas para proteger os interesses dos mais fortes ou dos poderosos de plantão. E o próprio judiciário não está acima do bem e do mal, nem vive em um Olimpo de privilégios.
Talvez seja exatamente aí que resida a diferença entre o Brasil que foi destruído nestes últimos oito anos e o Brasil que queremos, na qualidade da prestação do serviço da justiça.
Pena que o crime eleitoral campeia impune, colocando o futuro de todos nós, Brasileiros de bem, em risco. Em um risco muito sério de vermos o país se transformar em uma grande senzala, ainda pior que a Venezuela, a Bolívia, Cuba ou Irã.
Será que isso não basta para a justiça eleitoral entender que é preciso punir o criminoso-mor da república e sua candidata criminosa de uma vez por todas?
criado por macstlho
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